
* * DISCIPLINA ELETIVA DE MATEMÁTICA * *

GRADUANDA: Adriana Borella Pessoa
Atividade 2
Para "esquentarmos os motores", vamos fazer uma reflexão?
Onde há números em nossas vidas?
O que nossos alunos sabem sobre os números e o que aproveitamos desse conhecimento?
Os números estão em toda parte, estão em nossa vida desde que nascemos, a data do nascimento, horário, peso, altura, etc. Ao longo do tempo, passamos a ter ainda mais contato com os números, número da casa, da roupa que vestimos, do calçado que usamos, os preços do mercado, quantidade de produtos, enfim, realmente os números são como as letras, entramos em contato com eles quando nascemos e nos acompanham até o fim da vida.
Quando as crianças chegam à escola já tem alguma noção de números e quantidades, mesmo estando na Educação Infantil, por exemplo, como é o caso da minha turma, as crianças sabem que utilizamos os números para contar o dinheiro, que desejam um brinquedo que custa tanto, que tem tal idade e assim por diante. E é a partir do que as crianças já sabem que continuo este processo de aprendizagem, começamos por sua idade, número de alunos que tem na turma, na nossa são 14, procuramos contar o número de letras que há no nome de cada colega, marcamos no calendário o dia do mês em que estamos, nos medimos na girafa de medidas que temos na sala de aula, etc. e é assim que na nossa rotina diária de sala de aula estamos constantemente em contato com os números.

* * ATIVIDADE 3 * *
ESTA ATIVIDADE REALIZEI COM MEUS ALUNOS HÁ ALGUM TEMPO ATRÁS, QUANDO TINHA UMA TURMA DE 3º ANO E QUERIA TRABALHAR SISTEMAS DE MEDIDAS.
* Inicialmente cheguei à turma e lancei o desafio, pedi que as crianças procurassem uma maneira para medir o tamanho da sua mesa. Surgiram N idéias, alguns utilizaram o seu lápis, outros o seu caderno e até o tênis utilizaram. A idéia era de ver quantos lápis, ou cadernos ou tênis eram necessários para dar o tamanho da mesa. Depois pedi que fizessem o mesmo processo medindo o seu caderno, a maioria utilizou a borracha ou o seu apontador.
* Depois de todas estas experiências, os ensinei a utilizar a régua. Medimos então a mesa e o caderno com a régua, depois começamos a traçar margens nas folhas para trabalharmos.
* Após algum tempo, começamos a utilizar a fita métrica, onde aproveitamos para nos medir e através das medidas de cada um descobrimos qual era o lugar certo de cada um na fila, por tamanho, do menor para o maior. Fizemos um cartaz com um bonequinho representando cada aluno da turma, com a sua medida. No final do ano retomamos o cartaz e nos medimos novamente para ver quanto cada um cresceu e se permaneciam no mesmo lugar na fila.
Esta foi uma atividade que me marcou bastante, e as crianças gostaram muito, além de terem aprendido como fazemos para medir.

* * ATIVIDADE 4 * *
O vídeo trata da subtração para responder à perguntas como "quanto falta?" e "quanto sobra?". Você conhece algum outro significado para a subtração? De que maneira você teria de perguntar para evocar esse outro sentido?
Daria para utilizar “quanto ainda preciso?” ou “qual é a diferença?” ou “quanto ficou?”
Você poderia explicar por que a ordem de como as perguntas são feitas interfere na compreensão dos diferentes significados da subtração? Pense nisso!!
Bem, penso que a criança vem trabalhando seu raciocínio lógico, que deve ser estimulado, e não tem ainda compreensão sobre subtrair, sendo que ela necessita de uma pergunta bem elaborada, que sugira a resposta “subtração”, caso contrário ela procurará outros meios de chegar ao resultado, adicionando, por exemplo, como nos mostrou o vídeo. O tirar, realmente, sempre é mais difícil para a criança, relembrei isso há alguns dias atrás, quando meu filho que está no 3º ano chegou em casa com situações matemáticas para resolver de subtração. Eu o ajudei, mas percebi que não ficou bem claro pra ele por que deveria ser a operação de subtração ao invés de ir colocando mais até chegar no resultado desejado. Então, realmente a ordem de como as perguntas são feitas pode alterar a compreensão das crianças sobre algo que deva realizar.
Que tipos de relações você pode verificar depois de analisar o jogo do bingo? Considerou interessante poder utilizar esse recurso dentro da sala de aula?
Particularmente, gosto muito do jogo de bingo, utilizo muito, até agora com meus alunos da educação infantil, sempre utilizei, não só na matemática, na alfabetização também é ótimo. Quando tinha 2º e 3º ano utilizava fazendo cartelas com cálculos matemáticos, falando o resultado ou vice-versa, também com a tabuada. O bingo desenvolve a atenção, a memorização, o raciocínio, além de contar com a participação de todos, pois não há quem não goste de jogar.
O que você achou do jogo faça 10? Você usaria ele com seus alunos em sala de aula?
Achei o jogo muito interessante. Com certeza usaria com meus alunos. Acho que vou adapta-lo à minha turminha e no próximo semestre já poderei começar a usa-lo.
Quais outros tipos de atividades você poderia ou já explorou com seus alunos para ensinar a operação se subtração?
Antes de mais nada, digo, de começar o conteúdo no caderno, sempre procuro trabalhar utilizando material concreto, daí existem inúmeras possibilidades, sementes, palitos, tampinhas... sempre procuro trabalhar problemas matemáticos inicialmente orais, para resolvermos juntos, depois colocamos no papel. Gosto muito do material dourado, pois dá para trabalhar com unidades e dezenas possibilitando uma boa compreensão de quando a dezena precisa ser desfeita para obtermos os resultados desejados.
* * ATIVIDADE 5 * *
CAMPO ADITIVO
Gostei muito da máquina de café. Através de atividades deste tipo podemos trabalhar o sistema monetário, soma, troca e também troco, desenvolvendo o raciocínio, a atenção. Além disto, também se aproxima da realidade dos alunos, que vão junto com seus pais ao mercado, juntam dinheiro para comprar determinado brinquedo que querem muito brincar e assim por diante. Com minha turma poderia adaptar utilizando o dinheiro que as crianças trazem para comprar lanche no bar da escola, é claro, valores pequenos e redondos para facilitar, já que são da educação infantil.
CAMPO MULTIPLICATIVO
No campo multiplicativo, gostei muito da tabuada de memória, trabalho muitos jogos de memória com meus alunos, pois desenvolve a atenção, a concentração, a memória... Para minha turma adaptaria utilizando números menores e possivelmente número e quantidade, ou ainda pequenas somas com números menores, depois de algum tempo fazendo somas penso que daria pra fazer pequenas multiplicações, de forma que as crianças compreendam que se trata de uma outra maneira de somar.
FRAÇÕES
No campo das frações, gostei bastante do encaixe de frações, pois desta forma o aluno pode visualizar o que está fracionado, tendo uma noção maior do que seria no concreto. É possível trabalhar a atenção, pois necessita de uma maior observação. Com meus alunos já seria mais difícil um pouco trabalhar frações, teria que pensar um encaixe diferenciado.

* * ATIVIDADE 6 * *
O texto nos traz informações importantes sobre conteúdos que devem fazer parte do currículo escolar, porém, são difíceis de serem trabalhados, acredito que pelo pouco preparo dos professores, então, como é o caso da geometria, conforme nos traz o texto, acabam ficando para o fim do ano e se der tempo são trabalhados, quase nunca dá tempo... Eu particularmente sempre tive dificuldade em matemática, e por azar, alguns anos peguei alguns péssimos professores que conseguiram me fazer desgostar ainda mais da disciplina. E não tenho vergonha de dizer, teve conteúdos que sinceramente não aprendi, deu um jeito de passar de ano, e nunca entendi. Costumo dizer que não passei pela matemática, ela pssou por mim, e correndo. Hoje sou eu que corro atrás do que foi perdido para poder fazer algo por meus alunos que merecem ter um mínimo de compreensão sobre a matemática, pois nas séries iniciais se formam as primeiras construções, baseadas no concreto, já que se sabe que a criança pequena não tem ainda condições nem capacidade para abstrair. Apesar disto, como nos coloca o texto, é extremamente importante trabalhar espaço e forma, é através de atividades envolvendo tais conteúdos de maneira bem prática, que a criança aprenderá a se localizar e a se situar no espaço onde vive. Mesmo desde pequenos dá para começar a fazer isso, mapeando o trajeto que se faz de casa até a escola, conhecendo o quarteirão da escola, enfim, utilizando informações do deu cotidiano.
Como matemático, escolho Ptolomeu, que era um cientista de origem grega, nascido, talvez em 90 d.C., na cidade de Ptolemaida Hérmia, no Egito sob domínio romano. Morreu em Canopo, também no Egito, por volta do ano 168 d.C., pois também penso que a geometria e a geografia estão relacionadas, já que uma descreve o mundo e a outra indica como representá-lo. Sua obra Introdução à geografia exerceu profunda influência nas gerações seguintes. Inúmeras edições foram publicadas. Erasmo de Roterdã editou o texto grego em 1533. Dividida em oito livros, a Introdução contém 27 mapas. Apesar de numerosos erros, foi considerada obra clássica até o século 16. O estudo de Ptolomeu criou os conceitos de latitude e longitude e revolucionou a maneira de fazer mapas, eliminando a necessidade de novo desenho a cada descoberta de terras.
A única informação que temos de sua vida é que ele trabalhou em Alexandria entre 120 e 160 d.C., período esse determinado com base em observações astronômicas anotadas por ele.
Ptolomeu foi o último dos grandes cientistas gregos, responsável por sintetizar a obra de seus predecessores, estudando não só astronomia, mas também matemática, física e geografia.
A obra principal de Ptolomeu é A grande síntese, geralmente citada com o título da tradução árabe: Almagesto. Nesse livro, o cientista adota o sistema geocêntrico: a Terra encontra-se no centro do universo, e em torno dela giram Mercúrio, Lua, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.

* * ATIVIDADE 7 * *
1º passo:
O meu objeto escolhido para explorar foi “fábrica de cubos”, pois foi de mais fácil compreensão para mim e que se adaptaria com mais facilidade aos meus alunos, já que pode ser feito também no papel, tem o jogo de fechar os quadrinhos e colocar a letrinha do seu nome depois ver quem fechou mais quadrinhos. Também dá para fazer construções unindo os quadrinhos. Isto consigo fazer com a educação infantil. Desenvolve a atenção, motricidade fina, organização espacial.
2º passo:
Eu gostaria que fosse criado um jogo da forca dos números, onde meu objetivo seria fixar os números relacionando-os à sua escrita e quantidade.
- Teria que ter uma tabela com 9 espaços em branco (números de 1 a 9), onde a criança iria colocando um número em cada quadrinho (que deveria ter um numero certo para ir em cada quadrinho) ao lado uma forca que a cada numero errado iria se completando um bonequinho sendo enforcado.
- Para cada numero acertado apareceria em baixo o numero, sua respectiva quantidade e escrita, com um “parabéns, você acertou!”. E no final, você teve “tantos” acertos.
Um jogo assim eu poderia jogar com meus aluninhos da educação infantil.
Comments (8)
profa Fabi said
at 9:59 am on Jun 17, 2010
Oi Adriana, tudo bem?
Tem mesmo muitos números em nossa vida, não é mesmo?
Percebi que trabalhas muito os números com teus alunos, em medidas, no calendário, na quantidade de alunos...
Deixo aqui uma questão para complementares a tua atividade: Como tu utilizas estes dados todos levantados junto com teus alunos para construir com eles o Sistema de Numeração Decimal?
Abraços
Fabi
profa Fabi said
at 10:02 am on Jun 17, 2010
Oi Adri, tudo bem?
Estou aguardando tuas reflexões.
Dá uma olhadinha na página da disciplina: http://eduad54.pbworks.com/
Já estamos nos encaminhando para o fim do semestre e dia 7 de julho é o dia limite para a postagem das atividades da disciplina.
Abraços
Fabi
profa Fabi said
at 7:28 pm on Jun 23, 2010
comentários da atividade 3:
Oi Adri, tudo bem?
Adorei a atividade de medir a mesa, e eles usarem os tênis para medir.
Tu já pensaste em organizar dados com teus alunos em tabelas e construir gráficos com eles?
Eu penso que é uma ótima ideia. Neste link tem muitas ideias legais:
http://mdmat.mat.ufrgs.br/anos_iniciais/graficos/graficos.htm
Depois me conta o que achaste, ok?
abraços
Fabi
profa Fabi said
at 7:45 pm on Jun 23, 2010
Comentário da atividade 4:
Oi Adriana, tudo bem?
Que bom que vais usar o faça dez com teus pequenos.
me conta depois que adaptação fizeste e quais os resultados.
abraços
Fabi
profa Fabi said
at 3:54 pm on Jun 30, 2010
Comentário da atividade 5:
Oi Adriana, tudo bem?
Que perguntas tu farias aos teus alunos além das propostas pelos objetos?
abraços
Fabi
profa Fabi said
at 4:01 pm on Jun 30, 2010
Comentário da atividade 6:
Oi Adriana,
Gostei da sinceridade, e mais ainda da tua vontade de correr atrás e ajudar os teus alunos a não passar pelso mesmos desgostos que tu passaste.
Parabéns pelo trabalho.
Abraços
Fabi
profa Fabi said
at 4:18 pm on Jun 30, 2010
Comentário da atividade 7:
Oi Adri,
Li a tua proposta e fiquei imaginando um aluninho teu sentado na frente do PC no momento que ele erra a atividade e o bonequinho que representa ele mesmo vai sendo enforcado. Penso que o aluninho não deve estar muito feliz nese momento, e que isto não deve incentivá-lo muito a gostar de Matemática e a aprender o que o objeto se propõe. Então acredito que quando ele erra, podia ter uma mensagem dizendo: "Tem certeza?", "tente novamente", ou algo parecido. Que tu achas?
Vou pedir também que tu expliques melhor o objeto, pois não ficou muito claro para mim como ele funciona.
abraços
Fabi
adrianabpessoa@... said
at 9:08 pm on Jul 1, 2010
Oi profe! Ai, tive que rir, realmente não tinha pensado na frustração da criança, tem razão, realmente seria melhor colocar como sugeriste, "tem certeza" ou "tente novamente". Seria como ter que adivinhar qual número iria dentro de cada quadrinho, parecido com aquele jogo que vem nas revistinhas de palavras cruzadas que agora não lembro o nome, só que lá é mais complicado, pois não é possivel repetir os números em uma mesma fileira. No caso dos meus alunos, que são menores, poderia fazer menos quadrinhos, algo como 4 ou 5 quadrinhos. Não sei se deu para entender... Beijo - Adri
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